Quero hoje refletir um pouco sobre qual o verdadeiro sentido da Vida.
Pois bem, entendendo a Vida como a soma de nossas existências terrenas, estou partindo do princípio que somos Espíritos imortais caminhando na esteira do tempo, o que nos faz portadores já de algumas possibilidades de entendimento das Leis de Deus.
Como conseqüência, penso que podemos dar um sentido à vida nas ações de nosso dia-a-dia.
Acontece que, neste dia-a-dia, estou me deparando com situações conflitantes o tempo todo.
As soluções que dou a estes conflitos é o reflexo do que tenho registrado em minha consciência ou seja é o somatório de minhas experiências anteriores e que reflete o estágio em que a minha existência se encontra, que sentido ela me dá, que possibilidades de evolução ela me permite, que possibilidades tenho de bem exercer o meu livre-arbítrio!
Estou diariamente tendo que fazer escolhas. Por mais simples que sejam, tenho sempre que escolher algum caminho a seguir e muitas vezes não escolho o melhor.
Essas escolhas equivocadas, essas situações antagônicas, me levam a um "desconforto" emocional, o que gera uma situação conflitante.
"O Livro dos Espíritos" (na questão 919) nos fala que a partir do conhecimento de nós mesmos é que poderemos caminhar na direção do crescimento espiritual que tanto almejamos.
Se já sou sabedora de que as Leis de Deus estão inscritas em minha consciência, preciso aprender a priorizar o Reino de Deus nas minhas existências, nas minhas escolhas, não me deixando levar pelos chamamentos que a sociedade me faz, nem sempre compatíveis com estas Leis.
É certo que preciso conviver em sociedade, porque é através da convivência que posso testar as minhas aquisições, mas não posso me deixar levar pela inversão de valores que constato visivelmente em nossa sociedade.
Como ensinam os Espíritos Superiores, é necessário que eu seja capaz de viver no mundo, sem estar no mundo, ou seja sem me deixar contaminar pelas paixões mundanas.
Diz Joanna de Ângelis, no livro "Vida, Desafio e Soluções", que o desabrochar dos valores internos é de certa forma dilacerador em todas as espécies vivas.
A vida vegetal rompe a casca protetora da semente a fim de libertar-se.
Conosco também ocorre o mesmo.
Vejo-me envolta pela carapaça forte que me encarcera (corpo físico) e cuja prisão (a vida em sociedade) me deixa marcas profundas que devem ser eliminadas, superadas (os valores estabelecidos em sociedade).
A minha vida é composta, também, por estes desafios.
O grande desafio em que devo empregar todos os meus esforços é a conquista da pureza do coração, pois, somente através desta pureza, seria capaz de vencer os desafios que me propus a superar.
É natural que na superação desses desafios haja queda.
Porém, só cai aquele que está de pé, aquele que já tem alguma firmeza.
O importante é que tenho consciência de que devo empregar meus esforços para levantar sempre.
O sentimento de derrota não deve permanecer no coração, pois este dificulta novos empreendimentos.
Quando fracasso, diante de qualquer desafio material ou moral, é importante analisar os recursos que empreguei e que me fizeram fracassar para que, nas próximas tentativas, possa obter melhores resultados.
Este é o sentido das existências sucessivas.
Oportunidades.
São oportunidades que o Pai concede para que eu possa acertar, corrigir aquilo que ainda não consegui.
A cada amanhecer, seja no meu dia, seja em uma nova existência, é necessário acordar e renovar o conceito que tenho de realidade.
O primeiro passo é verificar que a realidade é algo mutável.
Sob o meu olhar espírita, os conflitos são realidades circunstanciais, porque, em verdade, ainda não vivenciei a verdadeira realidade. A realidade espiritual.
Por isso é que, na maioria das vezes, vivo a realidade circunstancial de forma tão intensa. Porque penso muito em sofrimento, porque penso que ele é eterno. E assim faço com que ele se “eternize” na minha realidade.
Estou nesta vivência ( e todos estamos, sem exceção) para viver bem e, se passo por dificuldades e conflitos, é porque crio e mantenho as condições para isso.
É necessário, reafirmo, que ao amanhecer de cada dia ou de uma vivência eu tenha o entendimento de que toda dificuldade é passageira e que estou vivendo apenas uma circunstância, resultado de minha maneira de pensar e agir, que não é eterna.
Enquanto eu estiver me amarrando numa realidade circunstancial de sofrer e sofrer, estarei impossibilitada de ver as coisas e o mundo com a amplitude que me permita fazer opções, sair dos conflitos.
Sofrimento, dúvidas e conflitos estão postos para que eu possa evoluir e não permaneça retido, estacionado.
É um chamamento para que eu resolva um antigo problema.
Saindo da realidade circunstancial em que me encontro amarrado, passo a acreditar em mim, deixo o medo de lado. Medo de encontrar a verdade, medo da sociedade (do que vão pensar, do dizer).
É preciso ter consciência de que isolar-me em meu problema, em meus conflitos, me afasta da verdade.
Isolar-me é não acreditar que as Leis Universais, a Providência Divina diuturnamente trabalha a meu favor.
Eu sei, que, quando estamos em conflito, é difícil acreditar que alguém encarnado ou desencarnado possa me ajudar, pois não confio em ninguém, e primeiramente, parece que não confio em mim mesma.
É nesse momento que preciso alterar minha realidade circunstancial não mais me deixando vestir por idéias, formas e pensamentos que não são condizentes com a verdade.
É preciso me educar neste sentido, e começar a abrir os olhos e a mente, procurando sempre somar forças com o universo de Deus abrindo, assim, infinitas possibilidades de conhecimento interior e de harmonia comigo mesma e com todos ao meu derredor.
Finalmente, preciso acreditar e confiar que sou parte de um plano infinito e gigantesco de Deus, bastando apenas que eu acorde para a verdade que pode somar forças com este plano divino, vivendo, assim, um processo de integração com o Universo, em toda a sua amplidão.
Assim encontrarei soluções e sairei dos conflitos, melhor, mais evoluída, com mais luz!
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