sábado, 20 de junho de 2009

Coisas Novas!

Estava eu a colocar (ou ao menos tentar) no lugar as coisas da mudança de minha filha, que retornava apos quatro anos morando em outro estado, quando me deparo fazendo questionamentos sobre o que as mudanças (todo tipo de mudança: de casa, de emprego, de...) provocam em nossas vidas.
Foram alguns dias de questionamentos interiores e que resultaram nestas páginas e , claro, muitas gavetas (da casa e da mente) em ordem.
Os questionamentos começaram com a percepção do nosso hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia poderemos precisar deles.
Juntamos muitas coisas sem que nos sejam úteis. Guardamos roupas que ficaram pequenas, para "o momento em que novamente emagreçamos".
Sequer imaginamos que, quando voltarmos ao peso de "antes" essas roupas estarão fora de moda.
Como se fosse pouco, guardamos acessórios gastos pelo tempo, lenços que jamais usaremos, sapatos sem conserto, cobertores que já foram substituídos e, por aí vai um sem fim de coisas que julgamos "serem nossas".
Nosso egoísmo e nosso apego negam-se a deixar espaço livre para as coisas novas que estão prontas para "chegar às nossas vidas", mas que não descobrem espaço para adentrar. O espaço está sendo ocupado por velharias e bens que necessitaríamos nos livrar.
O espaço ocupado pelo acumulo material das coisas inúteis contribui para o hábito de guardarmos coisas imateriais como sentimentos de mágoas, rancores, ressentimentos, raivas, medos.
Estamos já acostumados com aquelas velharias exteriores, materiais, que transferimos ou utilizamos o mesmo hábito para nosso interior.
Criamos em nós a anti-prosperidade, a não evolução como seres espirituais por nosso apego as coisas materiais e imateriais.
Não permitimos a criação de espaços novos, não permitimos o vazio, para que coisas novas cheguem até nós.
É preciso eliminar o que é inútil em nossa vida, para que a evolução e a prosperidade venha.
Seja material ou espiritual.
É a força desse vazio que atrairá, absorverá o que almejamos. É a necessidade de preencher o vazio que nos fará buscar o novo. Enquanto estivermos, material ou emocionalmente, carregados de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular. Os sentimentos negativos precisam ser removidos e substituídos.
É necessário que limpemos as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
É necessário que limpemos as gavetas onde estão guardados os nossos sentimentos.
É imprescindível o movimento, a mudança, a renovação.
O espaço para o novo só acontece quando tomamos consciência que guardar um monte de coisas inúteis prejudica nossa vida. Em outras palavras: não são os objetos guardados que emperram nossa vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando guardamos, consideramos a possibilidade de falta, de carência.
Quando acreditamos que amanhã poderá faltar estamos enviando duas mensagens para o nosso cérebro e para a vida: Primeiro não confiamos no amanhã, e segundo, acreditamos que o novo e o melhor não são para nós, já que nos contentamos em guardar coisas velhas e inúteis!
O principio de não acreditar que o melhor é para nós, pode se manifestar, por exemplo, na conservação daquelas velhas roupas, calçados, móveis e sei lá mais o que deixamos lá no fundo do guarda roupa, da gaveta. Ou mesmo daquele sentimento de raiva, de mágoa, de decepção... que guardamos lá escondidinho para no momento que pensamos ser o oportuno, despejarmos em alguém.
É interessante que observemos se esse princípio expresso num objeto ou sentimento denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da nossa vida, gerando entraves a prosperidade e a evolução como seres humanos.
O simples fato de dar aquilo que não mais usamos, colocando-o em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.
A atitude de substituir os sentimentos negativos por aqueles que melhor bem fazem ao nosso eu interior, cria a sensação de que a evolução espiritual está presente, que podemos mostrar a outra face daquilo que não nos agrada.
Uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem vinda.
Arejar espaços, fora e dentro de nós faz um bem enorme.
Vamos lá.

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