Quero hoje refletir um pouco sobre qual o verdadeiro sentido da Vida.
Pois bem, entendendo a Vida como a soma de nossas existências terrenas, estou partindo do princípio que somos Espíritos imortais caminhando na esteira do tempo, o que nos faz portadores já de algumas possibilidades de entendimento das Leis de Deus.
Como conseqüência, penso que podemos dar um sentido à vida nas ações de nosso dia-a-dia.
Acontece que, neste dia-a-dia, estou me deparando com situações conflitantes o tempo todo.
As soluções que dou a estes conflitos é o reflexo do que tenho registrado em minha consciência ou seja é o somatório de minhas experiências anteriores e que reflete o estágio em que a minha existência se encontra, que sentido ela me dá, que possibilidades de evolução ela me permite, que possibilidades tenho de bem exercer o meu livre-arbítrio!
Estou diariamente tendo que fazer escolhas. Por mais simples que sejam, tenho sempre que escolher algum caminho a seguir e muitas vezes não escolho o melhor.
Essas escolhas equivocadas, essas situações antagônicas, me levam a um "desconforto" emocional, o que gera uma situação conflitante.
"O Livro dos Espíritos" (na questão 919) nos fala que a partir do conhecimento de nós mesmos é que poderemos caminhar na direção do crescimento espiritual que tanto almejamos.
Se já sou sabedora de que as Leis de Deus estão inscritas em minha consciência, preciso aprender a priorizar o Reino de Deus nas minhas existências, nas minhas escolhas, não me deixando levar pelos chamamentos que a sociedade me faz, nem sempre compatíveis com estas Leis.
É certo que preciso conviver em sociedade, porque é através da convivência que posso testar as minhas aquisições, mas não posso me deixar levar pela inversão de valores que constato visivelmente em nossa sociedade.
Como ensinam os Espíritos Superiores, é necessário que eu seja capaz de viver no mundo, sem estar no mundo, ou seja sem me deixar contaminar pelas paixões mundanas.
Diz Joanna de Ângelis, no livro "Vida, Desafio e Soluções", que o desabrochar dos valores internos é de certa forma dilacerador em todas as espécies vivas.
A vida vegetal rompe a casca protetora da semente a fim de libertar-se.
Conosco também ocorre o mesmo.
Vejo-me envolta pela carapaça forte que me encarcera (corpo físico) e cuja prisão (a vida em sociedade) me deixa marcas profundas que devem ser eliminadas, superadas (os valores estabelecidos em sociedade).
A minha vida é composta, também, por estes desafios.
O grande desafio em que devo empregar todos os meus esforços é a conquista da pureza do coração, pois, somente através desta pureza, seria capaz de vencer os desafios que me propus a superar.
É natural que na superação desses desafios haja queda.
Porém, só cai aquele que está de pé, aquele que já tem alguma firmeza.
O importante é que tenho consciência de que devo empregar meus esforços para levantar sempre.
O sentimento de derrota não deve permanecer no coração, pois este dificulta novos empreendimentos.
Quando fracasso, diante de qualquer desafio material ou moral, é importante analisar os recursos que empreguei e que me fizeram fracassar para que, nas próximas tentativas, possa obter melhores resultados.
Este é o sentido das existências sucessivas.
Oportunidades.
São oportunidades que o Pai concede para que eu possa acertar, corrigir aquilo que ainda não consegui.
A cada amanhecer, seja no meu dia, seja em uma nova existência, é necessário acordar e renovar o conceito que tenho de realidade.
O primeiro passo é verificar que a realidade é algo mutável.
Sob o meu olhar espírita, os conflitos são realidades circunstanciais, porque, em verdade, ainda não vivenciei a verdadeira realidade. A realidade espiritual.
Por isso é que, na maioria das vezes, vivo a realidade circunstancial de forma tão intensa. Porque penso muito em sofrimento, porque penso que ele é eterno. E assim faço com que ele se “eternize” na minha realidade.
Estou nesta vivência ( e todos estamos, sem exceção) para viver bem e, se passo por dificuldades e conflitos, é porque crio e mantenho as condições para isso.
É necessário, reafirmo, que ao amanhecer de cada dia ou de uma vivência eu tenha o entendimento de que toda dificuldade é passageira e que estou vivendo apenas uma circunstância, resultado de minha maneira de pensar e agir, que não é eterna.
Enquanto eu estiver me amarrando numa realidade circunstancial de sofrer e sofrer, estarei impossibilitada de ver as coisas e o mundo com a amplitude que me permita fazer opções, sair dos conflitos.
Sofrimento, dúvidas e conflitos estão postos para que eu possa evoluir e não permaneça retido, estacionado.
É um chamamento para que eu resolva um antigo problema.
Saindo da realidade circunstancial em que me encontro amarrado, passo a acreditar em mim, deixo o medo de lado. Medo de encontrar a verdade, medo da sociedade (do que vão pensar, do dizer).
É preciso ter consciência de que isolar-me em meu problema, em meus conflitos, me afasta da verdade.
Isolar-me é não acreditar que as Leis Universais, a Providência Divina diuturnamente trabalha a meu favor.
Eu sei, que, quando estamos em conflito, é difícil acreditar que alguém encarnado ou desencarnado possa me ajudar, pois não confio em ninguém, e primeiramente, parece que não confio em mim mesma.
É nesse momento que preciso alterar minha realidade circunstancial não mais me deixando vestir por idéias, formas e pensamentos que não são condizentes com a verdade.
É preciso me educar neste sentido, e começar a abrir os olhos e a mente, procurando sempre somar forças com o universo de Deus abrindo, assim, infinitas possibilidades de conhecimento interior e de harmonia comigo mesma e com todos ao meu derredor.
Finalmente, preciso acreditar e confiar que sou parte de um plano infinito e gigantesco de Deus, bastando apenas que eu acorde para a verdade que pode somar forças com este plano divino, vivendo, assim, um processo de integração com o Universo, em toda a sua amplidão.
Assim encontrarei soluções e sairei dos conflitos, melhor, mais evoluída, com mais luz!
sábado, 20 de junho de 2009
Medrado:
É teu aniversário.
E neste dia especial, é com o coração acalentado por uma ternura imensa, que brota quando teu nome, teu sorriso, tuas ações de amor me vem à mente, que reafirmo meu carinho e admiração por ti.
Quero te desejar que os teus anos de experiência não apaguem a criança que até agora vive dentro de ti.
Quero te desejar que continue a nos iluminar com teu sorriso, sempre verdadeiro, mesmo quando as perdas, as dores e as decepções em teu caminho te marcarem e machucarem.
Quero, ainda, que a música seja sempre tua companheira nos teus momentos secretos e que o amor tenha em ti a magia de uma gota de orvalho.
Quero que continues a ser um renascer solar para muitas pessoas, mesmo que teus olhos continuem a ver a escuridão que há no coração de tantos irmãos.
Quero que tua fração divina continue a ser uma explosão de espontaneidade, de carisma, de compaixão, de alegria e principalmente de amor.
Quero que tua sabedoria seja sempre uma atitude, pois nela está expressa a tua fração divina.
Por tudo isso rogo ao Pai de Amor e Bondade que, em teus momentos de solidão, de cansaço e de desânimo, te lembre sempre que tudo passa e se transforma, pois que Ele é aquele Amor que não se explica, se sente, é aquele amor que ama sem nome.
Feliz Ano Novo teu!!!
Feliz Aniversário!!!
Obrigada. Obrigada. Obrigada por teres escolhido estar conosco.
Te amo.
E neste dia especial, é com o coração acalentado por uma ternura imensa, que brota quando teu nome, teu sorriso, tuas ações de amor me vem à mente, que reafirmo meu carinho e admiração por ti.
Quero te desejar que os teus anos de experiência não apaguem a criança que até agora vive dentro de ti.
Quero te desejar que continue a nos iluminar com teu sorriso, sempre verdadeiro, mesmo quando as perdas, as dores e as decepções em teu caminho te marcarem e machucarem.
Quero, ainda, que a música seja sempre tua companheira nos teus momentos secretos e que o amor tenha em ti a magia de uma gota de orvalho.
Quero que continues a ser um renascer solar para muitas pessoas, mesmo que teus olhos continuem a ver a escuridão que há no coração de tantos irmãos.
Quero que tua fração divina continue a ser uma explosão de espontaneidade, de carisma, de compaixão, de alegria e principalmente de amor.
Quero que tua sabedoria seja sempre uma atitude, pois nela está expressa a tua fração divina.
Por tudo isso rogo ao Pai de Amor e Bondade que, em teus momentos de solidão, de cansaço e de desânimo, te lembre sempre que tudo passa e se transforma, pois que Ele é aquele Amor que não se explica, se sente, é aquele amor que ama sem nome.
Feliz Ano Novo teu!!!
Feliz Aniversário!!!
Obrigada. Obrigada. Obrigada por teres escolhido estar conosco.
Te amo.
Para meu amigo ....!!! (meu cartão de parabéns pelo aniversário)
Amanhã é teu aniversário.
Há uns anos atrás li uma crônica de uma jornalista em que ela fazia a comparação de um homem a um prato a ser preparado.
Vou fazer uma homenagem a ti, usando a criativa idéia dela, e preparar um prato especial como se fosse preparar um risoto, uma massa ou mesmo uma torta de morangos.
Mulheres como eu (quanta pretensão!!??) acreditam que os homens prontos, aqueles que valem a pena ser degustados, sem risco nenhum de intoxicação alimentar, não existem mais.
Estão ou foram extintos.
Nossas refeições nestes anos de tantas estações que vivemos, ficam parecendo àqueles almoços ou jantares de comida a quilo: bons, desde que se coma rápido e não se pense muito.
Como somos eternas gulosas e otimistas, e, também, acreditamos que os sonhos são sempre sonhos, resolvi brincar de “chef de cozinha” e preparar um homem que possa saciar uma fome maior do que aquela que faz o estômago roncar.
Ah sim!!! Os ingredientes? O principal, um homem e os temperos, aqueles colhidos no dia a dia, nas vivências de tantas descobertas, preparos e degustações.
Portanto, qualquer semelhança de ingredientes ou temperos, não é mera coincidência!
Vamos lá. Prá começar devo dizer que uma refeição, necessariamente, para ser perfeita precisa de três pratos: o antepasto, o prato principal e a sobremesa.
Antepasto
Como sou exigente, quero algo mais rico em ingredientes do que uma simples salada.
Algo que misture, de forma harmônica, os crus, os cozidos, os salgados, os adocicados e os picantes.
Então o homem refeição de minha cozinha tem que estar no ponto (carne sem muita gordura, mas também não tenra demais) que começa leve, que abre o apetite sem prejudicar tudo o mais que vem pela frente.
Tem que ter aquele tom do mediterrâneo (moreno, mas não demais), muito azeite de oliva (prá poder ter jogo de cintura! hum?!! delícia!!!), umas boas rodelas de tomate italiano (pra saber usar as palavras labiosamente!) e um forte aroma de pesto (marcante, meigo e levemente agressivo, quando necessário).
Nesta fase inicial do preparo, prova-se o homem refeição de maneira quase que inconseqüente, sem pensar em arrependimento ou medo posterior.
Prato principal
Agora se faz necessário colocar toda experiência que adquiri em cozinha.
Até porque o homem refeição tem que cozinhar em fogo brando por horas e horas a fio.
Paciência é tempero principal para se esperar o tempo em que os sabores irão se revelando a cada momento do cozimento e surpreendendo pelo gosto escondido.
Aquele tempero-paciência que permita que o prato fique apetitoso mesmo quando requentado.
Paciência prá se chegar àquele prato que a cada provada nos fazem lambuzar e lembrar: “é esse meu prato favorito”!
O homem refeição deve ser cozido igual a uma paella espanhola ou um putchero argentino. Uma miscelânea de sabores que dão uma satisfação plena ao paladar.
É um prato que não tem erro.
Demora a ficar pronto, mas é certeza de satisfação.
É absolutamente digestivo. Forte. Denso. Quente.
Daqueles pratos que tanto aquecem no inverno como refrescam no verão.
Que pode ser servido na casa dos pais, com avós presentes, ou num jantar a luz de velas; que pode ser servido em feriado, dia santo, aniversário!!!!
Tem o equilíbrio entre a abundância, o volume e a robustez.
E não tem frescuras.
Afinal o cozido geralmente é um prato macho, completo e que sacia!!!!
Sobremesa
Para fechar este homem refeição, uma sobremesa, que não pode ser excessivamente doce (nada de melado, arghhh!!!).
Tem que ter, sim, um doce-amargo de chocolate, mas com uma pitada picante, um toque de noz-moscada, puxando levemente pelo gengibre.
Parece inofensivo, mas o sabor se revela quente e místico.
Este grande final deixa um gosto tropical no céu da boca, um aroma afrodisíaco no ar.
O doce para ser bom e não enjoar, tem que ser na medida certa e dar vontade de repetir tudo de novo, o mais rápido possível.
Buon Apetit!!!
Pronto!! Aí está minha comemoração pelo teu niver!
Agora vou te confessar: preparar um homem refeição suculento, apetitoso, substancioso... enfim uma refeição sensacional é cansativo e necessariamente o final não é lá estas coisas!
Pode desandar a qualquer momento e não tem como remendar para acertar o ponto novamente. O jeito é jogar fora e começar de novo.
E olha que às vezes um cachorro-quente ou um sanduíche ou mesmo um pão com mortadela mata mais a fome que um jantar dos deuses.
E ainda se o final foi ruim não se fica com aquela sensação de esforço em vão.
E assim eu sigo.
Preparando meu jantar dia a dia! Não com aquela fome de matar, mas tendo que dar um jeitinho pra tapear apetite pela gastronomia mais elaborada, que continua teimando em fazer minha boca salivar!!!
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!
Há uns anos atrás li uma crônica de uma jornalista em que ela fazia a comparação de um homem a um prato a ser preparado.
Vou fazer uma homenagem a ti, usando a criativa idéia dela, e preparar um prato especial como se fosse preparar um risoto, uma massa ou mesmo uma torta de morangos.
Mulheres como eu (quanta pretensão!!??) acreditam que os homens prontos, aqueles que valem a pena ser degustados, sem risco nenhum de intoxicação alimentar, não existem mais.
Estão ou foram extintos.
Nossas refeições nestes anos de tantas estações que vivemos, ficam parecendo àqueles almoços ou jantares de comida a quilo: bons, desde que se coma rápido e não se pense muito.
Como somos eternas gulosas e otimistas, e, também, acreditamos que os sonhos são sempre sonhos, resolvi brincar de “chef de cozinha” e preparar um homem que possa saciar uma fome maior do que aquela que faz o estômago roncar.
Ah sim!!! Os ingredientes? O principal, um homem e os temperos, aqueles colhidos no dia a dia, nas vivências de tantas descobertas, preparos e degustações.
Portanto, qualquer semelhança de ingredientes ou temperos, não é mera coincidência!
Vamos lá. Prá começar devo dizer que uma refeição, necessariamente, para ser perfeita precisa de três pratos: o antepasto, o prato principal e a sobremesa.
Antepasto
Como sou exigente, quero algo mais rico em ingredientes do que uma simples salada.
Algo que misture, de forma harmônica, os crus, os cozidos, os salgados, os adocicados e os picantes.
Então o homem refeição de minha cozinha tem que estar no ponto (carne sem muita gordura, mas também não tenra demais) que começa leve, que abre o apetite sem prejudicar tudo o mais que vem pela frente.
Tem que ter aquele tom do mediterrâneo (moreno, mas não demais), muito azeite de oliva (prá poder ter jogo de cintura! hum?!! delícia!!!), umas boas rodelas de tomate italiano (pra saber usar as palavras labiosamente!) e um forte aroma de pesto (marcante, meigo e levemente agressivo, quando necessário).
Nesta fase inicial do preparo, prova-se o homem refeição de maneira quase que inconseqüente, sem pensar em arrependimento ou medo posterior.
Prato principal
Agora se faz necessário colocar toda experiência que adquiri em cozinha.
Até porque o homem refeição tem que cozinhar em fogo brando por horas e horas a fio.
Paciência é tempero principal para se esperar o tempo em que os sabores irão se revelando a cada momento do cozimento e surpreendendo pelo gosto escondido.
Aquele tempero-paciência que permita que o prato fique apetitoso mesmo quando requentado.
Paciência prá se chegar àquele prato que a cada provada nos fazem lambuzar e lembrar: “é esse meu prato favorito”!
O homem refeição deve ser cozido igual a uma paella espanhola ou um putchero argentino. Uma miscelânea de sabores que dão uma satisfação plena ao paladar.
É um prato que não tem erro.
Demora a ficar pronto, mas é certeza de satisfação.
É absolutamente digestivo. Forte. Denso. Quente.
Daqueles pratos que tanto aquecem no inverno como refrescam no verão.
Que pode ser servido na casa dos pais, com avós presentes, ou num jantar a luz de velas; que pode ser servido em feriado, dia santo, aniversário!!!!
Tem o equilíbrio entre a abundância, o volume e a robustez.
E não tem frescuras.
Afinal o cozido geralmente é um prato macho, completo e que sacia!!!!
Sobremesa
Para fechar este homem refeição, uma sobremesa, que não pode ser excessivamente doce (nada de melado, arghhh!!!).
Tem que ter, sim, um doce-amargo de chocolate, mas com uma pitada picante, um toque de noz-moscada, puxando levemente pelo gengibre.
Parece inofensivo, mas o sabor se revela quente e místico.
Este grande final deixa um gosto tropical no céu da boca, um aroma afrodisíaco no ar.
O doce para ser bom e não enjoar, tem que ser na medida certa e dar vontade de repetir tudo de novo, o mais rápido possível.
Buon Apetit!!!
Pronto!! Aí está minha comemoração pelo teu niver!
Agora vou te confessar: preparar um homem refeição suculento, apetitoso, substancioso... enfim uma refeição sensacional é cansativo e necessariamente o final não é lá estas coisas!
Pode desandar a qualquer momento e não tem como remendar para acertar o ponto novamente. O jeito é jogar fora e começar de novo.
E olha que às vezes um cachorro-quente ou um sanduíche ou mesmo um pão com mortadela mata mais a fome que um jantar dos deuses.
E ainda se o final foi ruim não se fica com aquela sensação de esforço em vão.
E assim eu sigo.
Preparando meu jantar dia a dia! Não com aquela fome de matar, mas tendo que dar um jeitinho pra tapear apetite pela gastronomia mais elaborada, que continua teimando em fazer minha boca salivar!!!
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!
Eu preciso dizer, mesmo que você diga: deixe pelo não dito!
Estou aqui, na companhia de minha inspiração divina, as 5 da manhã deste domingo (25/11/2007), depois de uma noite em que de alguma maneira, as barreiras do tempo não me aprisionaram.
São elas, as barreiras do tempo, a pior prisão humana. Pudéssemos nós, ultrapassa-las, deixar que somente nossos sentimentos verdadeiros viessem a tona, enxergaríamos que o amanhã e suas promessas e até mesmo o passado e seus registros, estariam libertos dos grilhões dos pré conceitos, dos ditos entendidos, dos dogmas estabelecidos, das máscaras sociais....e quiçá daríamos oportunidade a Platão, resgatando o milenar e incompreendido Amor Platônico. Mas isso é outra história, a que voltaremos a seu tempo (olha ele aqui, me limitando novamente).
Hoje quero falar de um tempo em que não há barreiras.
Para começar, entendo e espero que você também assim se coloque ao ler este texto, que somos todos um só, um todo harmonizado, que está livre dos grilhões que mencionei acima.
E como um todo, somos nosso próprio bem, mas principalmente somos o bem de todos, pois vibramos juntos na divindade, na eternidade e na luminosidade.
Quero que este todo harmonizado, assim permaneça, e quando sinto que a desarmonia é estabelecida, por temer-se a expressão de sentimentos incompreendidos, fica a angústia de romper, justamente, com o que pronunciamos, pensamos ou experimentamos como verdade para o individual, desarmonizando-o.
Todo sofrimento fere a nós mesmos. Não existe um ser nesse planeta que não esteja preso a esta cruel realidade.
Não existe classe social que consiga afastar de si este mal. Estamos todos presos ao tempo.
Tudo isso porque acreditamos que no futuro será diferente.
Porque estamos presos nas amarras do tempo.
Queremos a felicidade para amanhã. Porque realizaremos nossos sonhos só amanhã. Hoje é só pra lutar e sonhar!
No hoje, neste tempo do agora, temos que sofrer, viver segundo os conceitos pré-estabelecidos que herdamos.
Não concebemos romper a barreira do tempo e fazer do futuro o agora.
Não existe futuro. Estamos criando o mundo agora: escrevendo ou lendo esta mensagem, vendo tv, ouvindo música, repassando as mensagens boas que recebemos, comendo o que nós gostamos, dando carinho e atenção para quem precisa, pensando o que estamos pensando.
O tempo nos ilude quando acreditamos que amanhã não saborearemos tudo o que plantamos.
Cada palavra pensada ou proferida está carregada com a energia que transmitimos para o mesmo lugar onde estamos. Então, por que permitir as falsas palavras, falsas verdades?
Somos feitos da mesma matéria densa que um dia foi pensamento e que nunca se separou de nós.
O meu limite atual, onde ainda há o tempo, é o que ouço, vejo ou sinto, de algo ou alguém que me relaciono ou de mim mesmo.
Acredito, e é real pra mim!
Mas será que o que te disseram é verdade?
Eu, Nil, quero mais, olho mais, sinto mais, me permito mais, viro de vez a página onde está escrito o legado humano e escrevo a página que estou vivendo agora.
Sem as barreiras do tempo. Com os sentimentos que são meus, mesmo incompreendidos.
Se acredito, se o vivo.. é só uma questão de TEMPO.
A incompreensão ficará no não tempo e os sentimentos serão harmonizados pelo todo.
O meu e o seu potencial é maior! Levantar, comer, trabalhar, dormir, fazer amor, juntar dinheiro, é muito pouco mesmo... É muito material, é muito restrito.
É que nos disseram que o mundo era isso e acreditamos.
Mas somos muito mais!!!
Eu acredito e você?
Quero, desejo e torço para que você realmente acredite no que escrevi!
Eu escrevi, nós vivenciamos e somos felizes!
Acredite no hoje! As pessoas, aliás, a grande maioria delas, continua sentada, talvez sabendo de tudo, esperando que a iniciativa do ousar parta de outra pessoa.
Essa sua prisão que reflete em mim também.
Quero a liberdade! Do todo!
Não só minha!
São elas, as barreiras do tempo, a pior prisão humana. Pudéssemos nós, ultrapassa-las, deixar que somente nossos sentimentos verdadeiros viessem a tona, enxergaríamos que o amanhã e suas promessas e até mesmo o passado e seus registros, estariam libertos dos grilhões dos pré conceitos, dos ditos entendidos, dos dogmas estabelecidos, das máscaras sociais....e quiçá daríamos oportunidade a Platão, resgatando o milenar e incompreendido Amor Platônico. Mas isso é outra história, a que voltaremos a seu tempo (olha ele aqui, me limitando novamente).
Hoje quero falar de um tempo em que não há barreiras.
Para começar, entendo e espero que você também assim se coloque ao ler este texto, que somos todos um só, um todo harmonizado, que está livre dos grilhões que mencionei acima.
E como um todo, somos nosso próprio bem, mas principalmente somos o bem de todos, pois vibramos juntos na divindade, na eternidade e na luminosidade.
Quero que este todo harmonizado, assim permaneça, e quando sinto que a desarmonia é estabelecida, por temer-se a expressão de sentimentos incompreendidos, fica a angústia de romper, justamente, com o que pronunciamos, pensamos ou experimentamos como verdade para o individual, desarmonizando-o.
Todo sofrimento fere a nós mesmos. Não existe um ser nesse planeta que não esteja preso a esta cruel realidade.
Não existe classe social que consiga afastar de si este mal. Estamos todos presos ao tempo.
Tudo isso porque acreditamos que no futuro será diferente.
Porque estamos presos nas amarras do tempo.
Queremos a felicidade para amanhã. Porque realizaremos nossos sonhos só amanhã. Hoje é só pra lutar e sonhar!
No hoje, neste tempo do agora, temos que sofrer, viver segundo os conceitos pré-estabelecidos que herdamos.
Não concebemos romper a barreira do tempo e fazer do futuro o agora.
Não existe futuro. Estamos criando o mundo agora: escrevendo ou lendo esta mensagem, vendo tv, ouvindo música, repassando as mensagens boas que recebemos, comendo o que nós gostamos, dando carinho e atenção para quem precisa, pensando o que estamos pensando.
O tempo nos ilude quando acreditamos que amanhã não saborearemos tudo o que plantamos.
Cada palavra pensada ou proferida está carregada com a energia que transmitimos para o mesmo lugar onde estamos. Então, por que permitir as falsas palavras, falsas verdades?
Somos feitos da mesma matéria densa que um dia foi pensamento e que nunca se separou de nós.
O meu limite atual, onde ainda há o tempo, é o que ouço, vejo ou sinto, de algo ou alguém que me relaciono ou de mim mesmo.
Acredito, e é real pra mim!
Mas será que o que te disseram é verdade?
Eu, Nil, quero mais, olho mais, sinto mais, me permito mais, viro de vez a página onde está escrito o legado humano e escrevo a página que estou vivendo agora.
Sem as barreiras do tempo. Com os sentimentos que são meus, mesmo incompreendidos.
Se acredito, se o vivo.. é só uma questão de TEMPO.
A incompreensão ficará no não tempo e os sentimentos serão harmonizados pelo todo.
O meu e o seu potencial é maior! Levantar, comer, trabalhar, dormir, fazer amor, juntar dinheiro, é muito pouco mesmo... É muito material, é muito restrito.
É que nos disseram que o mundo era isso e acreditamos.
Mas somos muito mais!!!
Eu acredito e você?
Quero, desejo e torço para que você realmente acredite no que escrevi!
Eu escrevi, nós vivenciamos e somos felizes!
Acredite no hoje! As pessoas, aliás, a grande maioria delas, continua sentada, talvez sabendo de tudo, esperando que a iniciativa do ousar parta de outra pessoa.
Essa sua prisão que reflete em mim também.
Quero a liberdade! Do todo!
Não só minha!
Desprendimento! Nosso poder!
Como sempre, minha motivação para os escritos, resulta de alguma leitura que estou fazendo, algum comentário feito em conversas ou mesmo de situações que vivencio no dia-a-dia.
Hoje, não é diferente.
Ontem a noite estava conversando com um amigo (a quem chamo de boa estampa) que também exerce a docência e estávamos falando de nossas relações com o poder.
Comentei que quase tudo o que nos move é resultante desta necessidade que temos de mostrar que temos o “poder” em nós. Assim é o professor, a mãe, o pai, o chefe, o professor.
Nos vestimos, colocamos tinta no cabelo, usamos adornos para mostrar que “podemos” ser diferentes, usamos os títulos para mostrar mais conhecimento. Que “podemos” esconder imperfeições. Que “podemos” interferir na vida de nossos alunos, de nossos filhos, dos que amamos.... e assim por diante.
Ele não concordou muito comigo não, e cavalheirescamente, desviou o assunto.
Não quero falar do PODER em si. Quero falar de desprendimento. Desprendimento de bens terrenos, onde entendo que o poder está inserido.
Estamos habituados a raciocinar que somos um espírito encarnado e, portanto, subjugado ao mundo da matéria.
Assim, logo nos vem a mente que os bens terrenos são as casas, os carros, as roupas e a comida, entre outros de igual natureza.
Claro que esses bens exercem em nós um fascínio, na maioria das vezes contagiante.
É parte das necessidades humanas: o conforto, a boa comida, a roupa bonita, a jóia que enfeita.
Nosso corpo é ainda com o que mais nos identificamos, por isso o valorizamos tanto.
Como estamos em mundo de provas e expiações são as imperfeições que dominam os que nele habitam.
Uma das características deste mundo de provas e expiações é dar mais valor a matéria do que ao espírito.
Um exemplo é o culto a forma física. Estamos, enquanto raça humana, criando um conceito de artificialização do corpo. Nossos jovens, quando não, meninos e meninas, procuram “turbinar-se”, causam danos a sua saúde, deixam de perceber a efemeridade da juventude.
É difícil desprender-nos desses bens, porque mesmo quando falamos sobre esse tema, vem-nos a idéia de que para ser cristão é preciso fazer voto de pobreza – porque confunde-se pobreza com humildade - e os valores do mundo são proibidos pelas Leis de Deus.
Logo nos chega à mente as lições de Jesus quando disse ao moço que deveria vender tudo e segui-Lo para ter o reino dos Céus; ou quando disse que é mais fácil o camelo passar pela agulha do que o rico ir para o Céu.
Fico pensando nas interpretações erradas que os “sábios” das igrejas fizeram e incutiram em seus dogmas e nos quais crescemos, acreditando. Hoje, penso que isso não faz sentido, porque se nos fizermos pobres materialmente passaremos a ser mais um fardo para a sociedade, onde já existe tanta miséria e desigualdade.
Se estes recursos nos foram dados para que possamos gerar empregos ou mesmo consumir os produtos dos que trabalham, nenhum mal existe nisso.
O mal está em obtermos riqueza de maneira desonesta ou quando provocamos danos ao nosso semelhante.
Há, porém, bens terrenos que são muito difíceis de ser vencidos. São os bens ligados aos sentimentos. Mas a sentimentos terrenos, porque na espiritualidade eles inexistem.
Podemos falar de poder, de vaidade, de beleza, de inteligência, de competições.
Não porque elas existam. Afinal são necessárias para que o homem trace objetivos e busque o sucesso. Mas porque não sabemos lidar com elas.
Fala-se tanto na paz do mundo, mas enquanto houver a ganância, a avareza, o egoísmo insaciável dos seres humanos, a paz será impossível.
Não podemos deixar fora dessa análise nem mesmo as religiões. Todas pretendem ter a verdade e não percebem que dividem em vez de harmonizar.
No entanto, todas elas têm parte da verdade e estão, em processo evolutivo.
Quando nossa Doutrina vem nos chamar ao desprendimento dos bens terrenos é para mostrar-nos que somos antes espírito que matéria.
Corpo material somos por um tempo e corpo espiritual, seremos eternamente.
Como os bens materiais mal administrados lesam o corpo espiritual, se não aprendermos agora a valorizar os bens terrenos com equilíbrio, seremos escravos deles, mesmo após a morte.
O progresso e o entendimento são muito lentos. É tudo pouco a pouco, muitas vezes um a um, até que o entendimento seja coletivo e que seja possível, a todos compreender que se desprender dos bens terrenos é libertar-se de si próprio.
Se olharmos pelo conjunto de bens terrenos, vemos que nos desprender de casas e bens patrimoniais é fácil.
Difícil é a mãe desprender-se do filho, a esposa do marido, o cidadão de sua terra natal.
Desprender-se da vaidade, da raça, dos cargos, das posições, da importância que temos no mundo, na empresa, em casa, na sala de aula e assim por diante é muito, mas muito mais difícil.
Quando a Doutrina nos fala em reencarnação é com a finalidade de nos ajustar aos valores espirituais.
É viver no mundo, sem ser do mundo, como bem ensinam os espíritos.
É sairmos daqui melhor do que quando chegamos.
É nos fazer compreender que devemos selecionar, criteriosamente, os bens que vale investirmos.
Se pensarmos somente naqueles que ficam na terra, nada construiremos para o futuro. Futuro que deve ter a dimensão da imortalidade do corpo espiritual e não apenas daquele que ao pó retornará.
Finalmente, penso que desprendimento não é desleixo, desvalorização, pouco caso. Desprendimento é administrar com sabedoria o que nos foi oportunizado vivenciar.
Me parece que isso nos tem faltado!
Boa estampa, podemos voltar ao assunto? Eu pago o frisante (refri, claro!).
Hoje, não é diferente.
Ontem a noite estava conversando com um amigo (a quem chamo de boa estampa) que também exerce a docência e estávamos falando de nossas relações com o poder.
Comentei que quase tudo o que nos move é resultante desta necessidade que temos de mostrar que temos o “poder” em nós. Assim é o professor, a mãe, o pai, o chefe, o professor.
Nos vestimos, colocamos tinta no cabelo, usamos adornos para mostrar que “podemos” ser diferentes, usamos os títulos para mostrar mais conhecimento. Que “podemos” esconder imperfeições. Que “podemos” interferir na vida de nossos alunos, de nossos filhos, dos que amamos.... e assim por diante.
Ele não concordou muito comigo não, e cavalheirescamente, desviou o assunto.
Não quero falar do PODER em si. Quero falar de desprendimento. Desprendimento de bens terrenos, onde entendo que o poder está inserido.
Estamos habituados a raciocinar que somos um espírito encarnado e, portanto, subjugado ao mundo da matéria.
Assim, logo nos vem a mente que os bens terrenos são as casas, os carros, as roupas e a comida, entre outros de igual natureza.
Claro que esses bens exercem em nós um fascínio, na maioria das vezes contagiante.
É parte das necessidades humanas: o conforto, a boa comida, a roupa bonita, a jóia que enfeita.
Nosso corpo é ainda com o que mais nos identificamos, por isso o valorizamos tanto.
Como estamos em mundo de provas e expiações são as imperfeições que dominam os que nele habitam.
Uma das características deste mundo de provas e expiações é dar mais valor a matéria do que ao espírito.
Um exemplo é o culto a forma física. Estamos, enquanto raça humana, criando um conceito de artificialização do corpo. Nossos jovens, quando não, meninos e meninas, procuram “turbinar-se”, causam danos a sua saúde, deixam de perceber a efemeridade da juventude.
É difícil desprender-nos desses bens, porque mesmo quando falamos sobre esse tema, vem-nos a idéia de que para ser cristão é preciso fazer voto de pobreza – porque confunde-se pobreza com humildade - e os valores do mundo são proibidos pelas Leis de Deus.
Logo nos chega à mente as lições de Jesus quando disse ao moço que deveria vender tudo e segui-Lo para ter o reino dos Céus; ou quando disse que é mais fácil o camelo passar pela agulha do que o rico ir para o Céu.
Fico pensando nas interpretações erradas que os “sábios” das igrejas fizeram e incutiram em seus dogmas e nos quais crescemos, acreditando. Hoje, penso que isso não faz sentido, porque se nos fizermos pobres materialmente passaremos a ser mais um fardo para a sociedade, onde já existe tanta miséria e desigualdade.
Se estes recursos nos foram dados para que possamos gerar empregos ou mesmo consumir os produtos dos que trabalham, nenhum mal existe nisso.
O mal está em obtermos riqueza de maneira desonesta ou quando provocamos danos ao nosso semelhante.
Há, porém, bens terrenos que são muito difíceis de ser vencidos. São os bens ligados aos sentimentos. Mas a sentimentos terrenos, porque na espiritualidade eles inexistem.
Podemos falar de poder, de vaidade, de beleza, de inteligência, de competições.
Não porque elas existam. Afinal são necessárias para que o homem trace objetivos e busque o sucesso. Mas porque não sabemos lidar com elas.
Fala-se tanto na paz do mundo, mas enquanto houver a ganância, a avareza, o egoísmo insaciável dos seres humanos, a paz será impossível.
Não podemos deixar fora dessa análise nem mesmo as religiões. Todas pretendem ter a verdade e não percebem que dividem em vez de harmonizar.
No entanto, todas elas têm parte da verdade e estão, em processo evolutivo.
Quando nossa Doutrina vem nos chamar ao desprendimento dos bens terrenos é para mostrar-nos que somos antes espírito que matéria.
Corpo material somos por um tempo e corpo espiritual, seremos eternamente.
Como os bens materiais mal administrados lesam o corpo espiritual, se não aprendermos agora a valorizar os bens terrenos com equilíbrio, seremos escravos deles, mesmo após a morte.
O progresso e o entendimento são muito lentos. É tudo pouco a pouco, muitas vezes um a um, até que o entendimento seja coletivo e que seja possível, a todos compreender que se desprender dos bens terrenos é libertar-se de si próprio.
Se olharmos pelo conjunto de bens terrenos, vemos que nos desprender de casas e bens patrimoniais é fácil.
Difícil é a mãe desprender-se do filho, a esposa do marido, o cidadão de sua terra natal.
Desprender-se da vaidade, da raça, dos cargos, das posições, da importância que temos no mundo, na empresa, em casa, na sala de aula e assim por diante é muito, mas muito mais difícil.
Quando a Doutrina nos fala em reencarnação é com a finalidade de nos ajustar aos valores espirituais.
É viver no mundo, sem ser do mundo, como bem ensinam os espíritos.
É sairmos daqui melhor do que quando chegamos.
É nos fazer compreender que devemos selecionar, criteriosamente, os bens que vale investirmos.
Se pensarmos somente naqueles que ficam na terra, nada construiremos para o futuro. Futuro que deve ter a dimensão da imortalidade do corpo espiritual e não apenas daquele que ao pó retornará.
Finalmente, penso que desprendimento não é desleixo, desvalorização, pouco caso. Desprendimento é administrar com sabedoria o que nos foi oportunizado vivenciar.
Me parece que isso nos tem faltado!
Boa estampa, podemos voltar ao assunto? Eu pago o frisante (refri, claro!).
Amor Platônico: esse incompreendido!
Sempre ouvi que Amor Platônico é ficar desejando alguém, sem nunca conseguir concretizar esse amor.
Quanto engano!
Conhecendo um pouquinho do Platão, de seu pensamento e principalmente sua obra “O banquete”, é possível entender o que ele pensa do Amor!
Platão, cujo nome verdadeiro era Aristócles, recebeu o apelido que o tornou conhecido, na juventude, por causa da sua compleição física.
Platão é um termo grego que quer dizer ombros largos.
Um dos aspectos mais importantes da filosofia de Platão é a sua teoria das idéias, através da qual ele procura explicar como o conhecimento humano acontece.
Segundo esta teoria, o homem desenvolve uma passagem progressiva do mundo das aparências ou das sombras para o mundo essencial ou das idéias, resultando desse processo, o conhecimento.
Das idéias de Platão, o Amor Platônico é o mais incompreendido.
Platão entende o amor como um princípio cósmico.
Ele afirmou que o amor é uma escada com sete degraus, que vão do amor por uma pessoa até o amor pelas realidades superiores do universo.
Todo o livro O Banquete é dedicado ao amor em seus diversos aspectos.
Ele diz que, mesmo que eu me apaixone por uma pessoa, atraído por suas qualidades, fixar-me exclusivamente nessa pessoa é permanecer no primeiro degrau de uma escada que possui muitos outros.
O passo inicial nessa escada, para a maioria de nós, ocorre através do amor físico.
Platão não nega o corpo ou o amor físico.
Ele apenas afirma que, se eu deixar de ampliar esse relacionamento e não subir até os outros seis degraus, vou permanecer estagnado.
Os passos seguintes são um desdobramento natural da condição humana.
Durante todo o diálogo existente em O Banquete, Platão responde, através de diversas figuras da sociedade ateniense, a natureza, o sentido e as implicações do Amor.
Para Platão, o amor “é uma loucura que é dádiva divina, fonte das principais bênçãos concedida ao homem”.
É uma visão exaltada do amor entre os sexos.
Ele emprega o termo loucura para se referir ao primeiro degrau, porque, sob a influência da paixão física, perco de vista perspectivas e prioridades.
A alma anseia tanto pelo contato com a outra pessoa que perde o juízo.
Quando estou apaixonado, é como se o universo estivesse concentrado na outra pessoa.
Isso não é necessariamente falso.
Platão diz que, em certo sentido, o universo realmente está nessa pessoa.
Só preciso transformar essa dimensão e ver não apenas a pessoa, mas o universo nela.
Ao amar uma pessoa estou amando o universo e vice-versa. Esta observação me leva a pensar que Platão estava falando do amor genuíno, sem egoísmo, sem apego.
O relacionamento físico não é visto unicamente como um meio de obter prazer, mas sim o ser amado como a fonte do amor autotranscente, incondicional.
O amor platônico é tão amplo e universal que, embora comece como amor pela forma bela, termina com o amor pela própria beleza, um princípio eterno do universo.
Sou levada, de um modo muito natural, a perceber que todas as formas belas são dignas de amor, se torna sensível a todas elas.
Platão emprega constantemente o termo beleza; a beleza das idéias toma-se tão ou mais real que a beleza física.
Platão usa o conceito de beleza vinculado ao amor, me dizendo que quando amo percebo mais facilmente a beleza.
Quando permito que o amor me leve para frente, quando consigo enxergar a beleza em tudo o que me rodeia, estou saindo do particular e partindo em direção do todo, do coletivo.
A partir disso estou pronto para enxergar a beleza da mente, do todo, até mais que a beleza da forma.
Assim posso então amar o todo, mesmo que sua forma física não seja tão graciosa.
Isso se traduz numa progressão do concreto para o imaterial, sob a influência e inspiração do amor.
Então o primeiro degrau da escada é o amor físico.
O segundo degrau será amar todas as formas físicas belas.
O terceiro degrau é amar a beleza do todo, independente da forma física a que ela esteja associada.
E chego ao quarto degrau desta escada do amor: é a ética, o amor pelas práticas belas.
Envolve integridade, justiça, bondade, consideração. É um degrau abrangente e nem sempre fácil de concretizar.
No quinto degrau estou demonstrando amor através das instituições belas.
É a maneira como a sociedade funciona quando suas instituições estão em equilíbrio e harmonia.
O bem comum é o interesse primordial.
No sexto degrau me apaixono pela ciência, que articula não só as leis que governam o indivíduo, a família e a sociedade, mas algo que transcende o meio local. A beleza da ciência é universal.
A ciência apresenta beleza, harmonia e ordem. Posso me apaixonar por isso tão profundamente quanto por um homem ou por uma mulher.
Einstein (e me parece que Galileu também) afirma que, ao articular as leis do universo, está estudando a lógica, a ordem e a beleza da mente de Deus.
No sétimo degrau, depois de passar por todos os degraus, ocorre uma diferença de gradação; subitamente vejo não a manifestação da beleza, mas a beleza em si.
Esse é o ponto alto dos sagrados mistérios.
O amor se expressa como a manifestação eterna da beleza em si. Me apaixono pela essência que torna belas todas as coisas.
Segundo o discurso de Diotima, em O Banquete, "apenas em tal comunhão, mirando a beleza com os olhos da mente, o homem será capaz de suscitar não projeções de beleza, mas realidades (pois ele entronizou não uma imagem, mas uma realidade), produzindo e nutrindo a verdadeira virtude para tornar-se o amigo de Deus, um ser imortal.
Para mim, ainda nos primeiros degraus, ainda tão apegada ao amor físico, isso soa como um contato visionário com uma realidade ou verdade suprema.
É uma espécie de visão.
É como ver o sol na alegoria da caverna, em A República. Depois de viver de costas para o sol e ver apenas sombras na parede, subitamente vejo a luz!
É uma fusão com a forma amada, a integralidade; é uma espécie de imortalidade.
O amor mundano e físico é o início da busca da totalidade. O final é a visão do que está por trás do universo, do que o faz girar.
Portanto, no sétimo degrau da escada do amor, apaixonar-se é unir-se à origem do ser.
É uma espécie de doutrina mística do amor, e esse é o amor platônico.
Trata-se de um ponto de vista comovente e inspirador, que transcende enormemente a idéia de ficar de mãos dadas com alguém, de concretizar um amor físico.
Entendo que Platão sustenta que uma união sexual intensa e profunda é a antecipação do êxtase da união com a realidade espiritual divina que está por trás do universo.
É a imortalidade do homem simples.
É uma manifestação, mesmo que reduzida, da união divina.
Por isso, os seres humanos certamente valorizam a experiência do amor e do sexo.
Por meio de um amor sexual intenso, cada um de nós experimenta por breves momentos a autotranscendência e a abnegação.
No degrau número sete da escada, essa autotranscendência, que era breve e momentânea, transforma-se no estado natural onde passo a habitar o tempo inteiro.
O "eu" desapareceu no segundo plano.
E ficou o primeiro plano onde brilham as verdades eternas, o bem e a beleza, entendidos como indissolúveis e evidentes para a alma capaz de vê-los.
AMOR PLATÔNICO: um dia chegarei ao sétimo degrau. Por hora ....
Quanto engano!
Conhecendo um pouquinho do Platão, de seu pensamento e principalmente sua obra “O banquete”, é possível entender o que ele pensa do Amor!
Platão, cujo nome verdadeiro era Aristócles, recebeu o apelido que o tornou conhecido, na juventude, por causa da sua compleição física.
Platão é um termo grego que quer dizer ombros largos.
Um dos aspectos mais importantes da filosofia de Platão é a sua teoria das idéias, através da qual ele procura explicar como o conhecimento humano acontece.
Segundo esta teoria, o homem desenvolve uma passagem progressiva do mundo das aparências ou das sombras para o mundo essencial ou das idéias, resultando desse processo, o conhecimento.
Das idéias de Platão, o Amor Platônico é o mais incompreendido.
Platão entende o amor como um princípio cósmico.
Ele afirmou que o amor é uma escada com sete degraus, que vão do amor por uma pessoa até o amor pelas realidades superiores do universo.
Todo o livro O Banquete é dedicado ao amor em seus diversos aspectos.
Ele diz que, mesmo que eu me apaixone por uma pessoa, atraído por suas qualidades, fixar-me exclusivamente nessa pessoa é permanecer no primeiro degrau de uma escada que possui muitos outros.
O passo inicial nessa escada, para a maioria de nós, ocorre através do amor físico.
Platão não nega o corpo ou o amor físico.
Ele apenas afirma que, se eu deixar de ampliar esse relacionamento e não subir até os outros seis degraus, vou permanecer estagnado.
Os passos seguintes são um desdobramento natural da condição humana.
Durante todo o diálogo existente em O Banquete, Platão responde, através de diversas figuras da sociedade ateniense, a natureza, o sentido e as implicações do Amor.
Para Platão, o amor “é uma loucura que é dádiva divina, fonte das principais bênçãos concedida ao homem”.
É uma visão exaltada do amor entre os sexos.
Ele emprega o termo loucura para se referir ao primeiro degrau, porque, sob a influência da paixão física, perco de vista perspectivas e prioridades.
A alma anseia tanto pelo contato com a outra pessoa que perde o juízo.
Quando estou apaixonado, é como se o universo estivesse concentrado na outra pessoa.
Isso não é necessariamente falso.
Platão diz que, em certo sentido, o universo realmente está nessa pessoa.
Só preciso transformar essa dimensão e ver não apenas a pessoa, mas o universo nela.
Ao amar uma pessoa estou amando o universo e vice-versa. Esta observação me leva a pensar que Platão estava falando do amor genuíno, sem egoísmo, sem apego.
O relacionamento físico não é visto unicamente como um meio de obter prazer, mas sim o ser amado como a fonte do amor autotranscente, incondicional.
O amor platônico é tão amplo e universal que, embora comece como amor pela forma bela, termina com o amor pela própria beleza, um princípio eterno do universo.
Sou levada, de um modo muito natural, a perceber que todas as formas belas são dignas de amor, se torna sensível a todas elas.
Platão emprega constantemente o termo beleza; a beleza das idéias toma-se tão ou mais real que a beleza física.
Platão usa o conceito de beleza vinculado ao amor, me dizendo que quando amo percebo mais facilmente a beleza.
Quando permito que o amor me leve para frente, quando consigo enxergar a beleza em tudo o que me rodeia, estou saindo do particular e partindo em direção do todo, do coletivo.
A partir disso estou pronto para enxergar a beleza da mente, do todo, até mais que a beleza da forma.
Assim posso então amar o todo, mesmo que sua forma física não seja tão graciosa.
Isso se traduz numa progressão do concreto para o imaterial, sob a influência e inspiração do amor.
Então o primeiro degrau da escada é o amor físico.
O segundo degrau será amar todas as formas físicas belas.
O terceiro degrau é amar a beleza do todo, independente da forma física a que ela esteja associada.
E chego ao quarto degrau desta escada do amor: é a ética, o amor pelas práticas belas.
Envolve integridade, justiça, bondade, consideração. É um degrau abrangente e nem sempre fácil de concretizar.
No quinto degrau estou demonstrando amor através das instituições belas.
É a maneira como a sociedade funciona quando suas instituições estão em equilíbrio e harmonia.
O bem comum é o interesse primordial.
No sexto degrau me apaixono pela ciência, que articula não só as leis que governam o indivíduo, a família e a sociedade, mas algo que transcende o meio local. A beleza da ciência é universal.
A ciência apresenta beleza, harmonia e ordem. Posso me apaixonar por isso tão profundamente quanto por um homem ou por uma mulher.
Einstein (e me parece que Galileu também) afirma que, ao articular as leis do universo, está estudando a lógica, a ordem e a beleza da mente de Deus.
No sétimo degrau, depois de passar por todos os degraus, ocorre uma diferença de gradação; subitamente vejo não a manifestação da beleza, mas a beleza em si.
Esse é o ponto alto dos sagrados mistérios.
O amor se expressa como a manifestação eterna da beleza em si. Me apaixono pela essência que torna belas todas as coisas.
Segundo o discurso de Diotima, em O Banquete, "apenas em tal comunhão, mirando a beleza com os olhos da mente, o homem será capaz de suscitar não projeções de beleza, mas realidades (pois ele entronizou não uma imagem, mas uma realidade), produzindo e nutrindo a verdadeira virtude para tornar-se o amigo de Deus, um ser imortal.
Para mim, ainda nos primeiros degraus, ainda tão apegada ao amor físico, isso soa como um contato visionário com uma realidade ou verdade suprema.
É uma espécie de visão.
É como ver o sol na alegoria da caverna, em A República. Depois de viver de costas para o sol e ver apenas sombras na parede, subitamente vejo a luz!
É uma fusão com a forma amada, a integralidade; é uma espécie de imortalidade.
O amor mundano e físico é o início da busca da totalidade. O final é a visão do que está por trás do universo, do que o faz girar.
Portanto, no sétimo degrau da escada do amor, apaixonar-se é unir-se à origem do ser.
É uma espécie de doutrina mística do amor, e esse é o amor platônico.
Trata-se de um ponto de vista comovente e inspirador, que transcende enormemente a idéia de ficar de mãos dadas com alguém, de concretizar um amor físico.
Entendo que Platão sustenta que uma união sexual intensa e profunda é a antecipação do êxtase da união com a realidade espiritual divina que está por trás do universo.
É a imortalidade do homem simples.
É uma manifestação, mesmo que reduzida, da união divina.
Por isso, os seres humanos certamente valorizam a experiência do amor e do sexo.
Por meio de um amor sexual intenso, cada um de nós experimenta por breves momentos a autotranscendência e a abnegação.
No degrau número sete da escada, essa autotranscendência, que era breve e momentânea, transforma-se no estado natural onde passo a habitar o tempo inteiro.
O "eu" desapareceu no segundo plano.
E ficou o primeiro plano onde brilham as verdades eternas, o bem e a beleza, entendidos como indissolúveis e evidentes para a alma capaz de vê-los.
AMOR PLATÔNICO: um dia chegarei ao sétimo degrau. Por hora ....
Quem procura, acha!
É incrível!!
A cada nova experiência aprendo que para saber levantar, é preciso primeiro cair.
Dói cair, porém é tão bom levantar que estou sempre buscando viver novas experiências.
Tem dois ditados populares que, mesmo parecendo contraditórios, trazem em si sabedoria e verdade.
Analiso-os como amostras do quanto é imprescindível apreender a cada experiência se quisermos, um dia, encontrar-nos.
O primeiro é o título desta crônica: quem procura acha! E o outro é pare de procurar, e encontrarás!
O que estou a procurar? E o que encontrarei? Como saber onde e como procurar? E como saber quando encontrei, se não sei o que procuro?
A questão está em que sempre quero ter certezas e, certezas não fazem parte da vida, do sucesso, da realização, do desejo, da felicidade, da amizade, do amor ou de qualquer uma dessas ou de tantas outras essencialidades eminentemente humanas.
Afinal sou espírito imperfeito, em evolução e nas essencialidades humanas é necessário arriscar, ou melhor, é necessário experimentar, aprender, cair (quantas vezes for preciso) e levantar.
Quero uma nova oportunidade profissional, um grande amor, um sentido maior para minha atual existência ou um ritmo diferente para tudo o que já existe em minha vida? É seguir o fluxo, ou seja, confiar simplesmente, me deixando levar até o lugar onde me tornarei gigante, igual a um persistente e sábio rio?
É desta forma que o processo se torna muito mais criativo e produtivo, pois reconhecerei a partir das escolhas, ou seja, de cada curva do rio, de cada pedra, de cada queda, que sei bem menos do que supus saber, mas mesmo assim fico mais perto do que acredito, se for capaz de transformar a angústia da espera em um exercício de viver o que há para ser vivido e somente isso! Sem outras expectativas, sem outras idealizações!
Se me permito esta constatação é que aprendi que devo desvendar minha direção, dia após dia, com cada um dos meus tropeços, com cada um dos meus arranhões, com cada uma das minhas particulares e secretas quedas.
Assim vou construindo meu mapa, meu roteiro desta caminhada, minha seta indicativa que me conduzirá ao que eu tanto desejo, ao que incansavelmente procuro, ou ansiosamente espero, mas sempre e sempre levando em consideração que cada dia, cada experiência é minha parte, indispensável e intransferível, para a chegada!
E hoje, torço para que tu te sintas como eu estou me sentindo – radiante. Que numa escala de zero a dez, tua alegria chegue a oito ou oito e alguma coisa (não mais que nove, porque aí deixarias de procurar e seria um tédio!).
Esta escala de medição da alegria (aliás, criação do LEG, pra saber como estou, quando ele está me ajudando a levantar) é um bom parâmetro para determinar o ritmo do exercício de viver.
Que entendas minhas palavras, no tão delicado e encantador texto de Mário Quintana:
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
Obrigada LEG!
A cada nova experiência aprendo que para saber levantar, é preciso primeiro cair.
Dói cair, porém é tão bom levantar que estou sempre buscando viver novas experiências.
Tem dois ditados populares que, mesmo parecendo contraditórios, trazem em si sabedoria e verdade.
Analiso-os como amostras do quanto é imprescindível apreender a cada experiência se quisermos, um dia, encontrar-nos.
O primeiro é o título desta crônica: quem procura acha! E o outro é pare de procurar, e encontrarás!
O que estou a procurar? E o que encontrarei? Como saber onde e como procurar? E como saber quando encontrei, se não sei o que procuro?
A questão está em que sempre quero ter certezas e, certezas não fazem parte da vida, do sucesso, da realização, do desejo, da felicidade, da amizade, do amor ou de qualquer uma dessas ou de tantas outras essencialidades eminentemente humanas.
Afinal sou espírito imperfeito, em evolução e nas essencialidades humanas é necessário arriscar, ou melhor, é necessário experimentar, aprender, cair (quantas vezes for preciso) e levantar.
Quero uma nova oportunidade profissional, um grande amor, um sentido maior para minha atual existência ou um ritmo diferente para tudo o que já existe em minha vida? É seguir o fluxo, ou seja, confiar simplesmente, me deixando levar até o lugar onde me tornarei gigante, igual a um persistente e sábio rio?
É desta forma que o processo se torna muito mais criativo e produtivo, pois reconhecerei a partir das escolhas, ou seja, de cada curva do rio, de cada pedra, de cada queda, que sei bem menos do que supus saber, mas mesmo assim fico mais perto do que acredito, se for capaz de transformar a angústia da espera em um exercício de viver o que há para ser vivido e somente isso! Sem outras expectativas, sem outras idealizações!
Se me permito esta constatação é que aprendi que devo desvendar minha direção, dia após dia, com cada um dos meus tropeços, com cada um dos meus arranhões, com cada uma das minhas particulares e secretas quedas.
Assim vou construindo meu mapa, meu roteiro desta caminhada, minha seta indicativa que me conduzirá ao que eu tanto desejo, ao que incansavelmente procuro, ou ansiosamente espero, mas sempre e sempre levando em consideração que cada dia, cada experiência é minha parte, indispensável e intransferível, para a chegada!
E hoje, torço para que tu te sintas como eu estou me sentindo – radiante. Que numa escala de zero a dez, tua alegria chegue a oito ou oito e alguma coisa (não mais que nove, porque aí deixarias de procurar e seria um tédio!).
Esta escala de medição da alegria (aliás, criação do LEG, pra saber como estou, quando ele está me ajudando a levantar) é um bom parâmetro para determinar o ritmo do exercício de viver.
Que entendas minhas palavras, no tão delicado e encantador texto de Mário Quintana:
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
Obrigada LEG!
Coisas Novas!
Estava eu a colocar (ou ao menos tentar) no lugar as coisas da mudança de minha filha, que retornava apos quatro anos morando em outro estado, quando me deparo fazendo questionamentos sobre o que as mudanças (todo tipo de mudança: de casa, de emprego, de...) provocam em nossas vidas.
Foram alguns dias de questionamentos interiores e que resultaram nestas páginas e , claro, muitas gavetas (da casa e da mente) em ordem.
Os questionamentos começaram com a percepção do nosso hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia poderemos precisar deles.
Juntamos muitas coisas sem que nos sejam úteis. Guardamos roupas que ficaram pequenas, para "o momento em que novamente emagreçamos".
Sequer imaginamos que, quando voltarmos ao peso de "antes" essas roupas estarão fora de moda.
Como se fosse pouco, guardamos acessórios gastos pelo tempo, lenços que jamais usaremos, sapatos sem conserto, cobertores que já foram substituídos e, por aí vai um sem fim de coisas que julgamos "serem nossas".
Nosso egoísmo e nosso apego negam-se a deixar espaço livre para as coisas novas que estão prontas para "chegar às nossas vidas", mas que não descobrem espaço para adentrar. O espaço está sendo ocupado por velharias e bens que necessitaríamos nos livrar.
O espaço ocupado pelo acumulo material das coisas inúteis contribui para o hábito de guardarmos coisas imateriais como sentimentos de mágoas, rancores, ressentimentos, raivas, medos.
Estamos já acostumados com aquelas velharias exteriores, materiais, que transferimos ou utilizamos o mesmo hábito para nosso interior.
Criamos em nós a anti-prosperidade, a não evolução como seres espirituais por nosso apego as coisas materiais e imateriais.
Não permitimos a criação de espaços novos, não permitimos o vazio, para que coisas novas cheguem até nós.
É preciso eliminar o que é inútil em nossa vida, para que a evolução e a prosperidade venha.
Seja material ou espiritual.
É a força desse vazio que atrairá, absorverá o que almejamos. É a necessidade de preencher o vazio que nos fará buscar o novo. Enquanto estivermos, material ou emocionalmente, carregados de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular. Os sentimentos negativos precisam ser removidos e substituídos.
É necessário que limpemos as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
É necessário que limpemos as gavetas onde estão guardados os nossos sentimentos.
É imprescindível o movimento, a mudança, a renovação.
O espaço para o novo só acontece quando tomamos consciência que guardar um monte de coisas inúteis prejudica nossa vida. Em outras palavras: não são os objetos guardados que emperram nossa vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando guardamos, consideramos a possibilidade de falta, de carência.
Quando acreditamos que amanhã poderá faltar estamos enviando duas mensagens para o nosso cérebro e para a vida: Primeiro não confiamos no amanhã, e segundo, acreditamos que o novo e o melhor não são para nós, já que nos contentamos em guardar coisas velhas e inúteis!
O principio de não acreditar que o melhor é para nós, pode se manifestar, por exemplo, na conservação daquelas velhas roupas, calçados, móveis e sei lá mais o que deixamos lá no fundo do guarda roupa, da gaveta. Ou mesmo daquele sentimento de raiva, de mágoa, de decepção... que guardamos lá escondidinho para no momento que pensamos ser o oportuno, despejarmos em alguém.
É interessante que observemos se esse princípio expresso num objeto ou sentimento denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da nossa vida, gerando entraves a prosperidade e a evolução como seres humanos.
O simples fato de dar aquilo que não mais usamos, colocando-o em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.
A atitude de substituir os sentimentos negativos por aqueles que melhor bem fazem ao nosso eu interior, cria a sensação de que a evolução espiritual está presente, que podemos mostrar a outra face daquilo que não nos agrada.
Uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem vinda.
Arejar espaços, fora e dentro de nós faz um bem enorme.
Vamos lá.
Foram alguns dias de questionamentos interiores e que resultaram nestas páginas e , claro, muitas gavetas (da casa e da mente) em ordem.
Os questionamentos começaram com a percepção do nosso hábito de juntar objetos inúteis acreditando que um dia poderemos precisar deles.
Juntamos muitas coisas sem que nos sejam úteis. Guardamos roupas que ficaram pequenas, para "o momento em que novamente emagreçamos".
Sequer imaginamos que, quando voltarmos ao peso de "antes" essas roupas estarão fora de moda.
Como se fosse pouco, guardamos acessórios gastos pelo tempo, lenços que jamais usaremos, sapatos sem conserto, cobertores que já foram substituídos e, por aí vai um sem fim de coisas que julgamos "serem nossas".
Nosso egoísmo e nosso apego negam-se a deixar espaço livre para as coisas novas que estão prontas para "chegar às nossas vidas", mas que não descobrem espaço para adentrar. O espaço está sendo ocupado por velharias e bens que necessitaríamos nos livrar.
O espaço ocupado pelo acumulo material das coisas inúteis contribui para o hábito de guardarmos coisas imateriais como sentimentos de mágoas, rancores, ressentimentos, raivas, medos.
Estamos já acostumados com aquelas velharias exteriores, materiais, que transferimos ou utilizamos o mesmo hábito para nosso interior.
Criamos em nós a anti-prosperidade, a não evolução como seres espirituais por nosso apego as coisas materiais e imateriais.
Não permitimos a criação de espaços novos, não permitimos o vazio, para que coisas novas cheguem até nós.
É preciso eliminar o que é inútil em nossa vida, para que a evolução e a prosperidade venha.
Seja material ou espiritual.
É a força desse vazio que atrairá, absorverá o que almejamos. É a necessidade de preencher o vazio que nos fará buscar o novo. Enquanto estivermos, material ou emocionalmente, carregados de coisas velhas e inúteis, não haverá espaço aberto para novas oportunidades.
Os bens precisam circular. Os sentimentos negativos precisam ser removidos e substituídos.
É necessário que limpemos as gavetas, os guarda-roupas, o quartinho lá do fundo, a garagem.
É necessário que limpemos as gavetas onde estão guardados os nossos sentimentos.
É imprescindível o movimento, a mudança, a renovação.
O espaço para o novo só acontece quando tomamos consciência que guardar um monte de coisas inúteis prejudica nossa vida. Em outras palavras: não são os objetos guardados que emperram nossa vida, mas o significado da atitude de guardar.
Quando guardamos, consideramos a possibilidade de falta, de carência.
Quando acreditamos que amanhã poderá faltar estamos enviando duas mensagens para o nosso cérebro e para a vida: Primeiro não confiamos no amanhã, e segundo, acreditamos que o novo e o melhor não são para nós, já que nos contentamos em guardar coisas velhas e inúteis!
O principio de não acreditar que o melhor é para nós, pode se manifestar, por exemplo, na conservação daquelas velhas roupas, calçados, móveis e sei lá mais o que deixamos lá no fundo do guarda roupa, da gaveta. Ou mesmo daquele sentimento de raiva, de mágoa, de decepção... que guardamos lá escondidinho para no momento que pensamos ser o oportuno, despejarmos em alguém.
É interessante que observemos se esse princípio expresso num objeto ou sentimento denota um comportamento que pode também estar presente em outras áreas da nossa vida, gerando entraves a prosperidade e a evolução como seres humanos.
O simples fato de dar aquilo que não mais usamos, colocando-o em circulação, cria um vácuo para que algo melhor ocupe o espaço deixado.
A atitude de substituir os sentimentos negativos por aqueles que melhor bem fazem ao nosso eu interior, cria a sensação de que a evolução espiritual está presente, que podemos mostrar a outra face daquilo que não nos agrada.
Uma faxina básica, apesar da trabalheira e do cansaço que provoca, ao final é sempre bem vinda.
Arejar espaços, fora e dentro de nós faz um bem enorme.
Vamos lá.
Bunda de burguês!
Estava eu, dias desses, num daqueles papos sem pretensão nenhuma, com um amigão, falando sobre minha ida a determinada loja.
Comentei com ele que olhei para determinada peça de roupa e me lembrei dele, desse meu amigo, pois achei que a roupa ficaria bem nele. Ao que ele me respondeu, com o título desta crônica.
A resposta me desconcertou um pouco, pois me pareceu que tinha um “que” de sarcasmo como se o uso de uma roupa bonita tornasse a pessoa um burguês no sentido pejorativo do termo.
E é por isso que resolvi escrever sobre nossas necessidades materiais e espirituais e a relação entre elas.
Claro que o farei dentro dos meus poucos conhecimentos da Doutrina Espírita, pois são nos princípios dela que tenho pautado esta minha vivência.
A ciência nos ensina que o nosso corpo físico é formado a partir do encontro do espermatozóide com o óvulo e a Doutrina Espírita acrescenta que ele é formado deste encontro e mais o Espírito, ser pré-existente, que se liga ao corpo através do perispírito (corpo que envolve o Espírito), constituindo assim o homem.
Sendo o corpo e alma de naturezas diferentes e necessitando um do outro para desenvolver-se, o perispírito é o elemento indispensável para que ambos se relacionem e se influenciem.
Nosso corpo, sendo material orgânico que nasce, cresce, reproduz-se e morre, para o exercício de suas funções, dentre as quais manter seu funcionamento e sua sobrevivência tem atributos, aptidões e necessidades próprias, que ele busca satisfazer, automaticamente, de forma instintiva.
Já a nossa alma, ser espiritual, que sente, pensa, decide, age e se expressa no mundo material através do corpo, tem também atributos, aptidões e necessidades que lhe são próprias, que a impulsionam a uma evolução contínua, de forma consciente e inteligente.
Enquanto o nosso corpo tende a satisfazer-se, a alma, como ser moral tem de desenvolver-se, educando-se usando os recursos compatíveis à finalidade desse desenvolvimento, que é alcançar a perfeição possível e a felicidade.
E o nosso corpo é o instrumento que a alma tem para esse trabalho.
Enquanto a existência durar, ambos devem trabalhar juntos, procurando harmoniosamente viver em equilíbrio.
Na Introdução, em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec escreve: "O Espírito encarnado está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e purificação de sua alma aproxima-se dos Bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, aproxima-se dos Espíritos impuros, dando predominância à natureza animal".
Percebe-se nestas palavras do Codificador, que o homem sofre a influência de duas naturezas: a do corpo e a do Espírito e que este pode sobrepor-se à influência daquele, apesar de ambos estarem interligados, sendo afetados, reciprocamente, pelo que acontece com um ou com outro.
Mesmo vivendo sob a influência de naturezas diferentes o homem consciente de que é Espírito imortal, mas não sendo ainda obra acabada, tendo, então, de chegar à completude através do desenvolvimento dos seus atributos, tem de assumir sua evolução, com discernimento, no uso dos recursos que o viver na Terra lhe propicia, dentre os quais, o corpo se destaca como imprescindível, necessário.
A vida corporal, sendo apenas um instrumento para o Espírito imortal, deve ser vivida em função desse Espírito e não em função do corpo, que deve, no entanto, ser amado, cuidado, satisfeito nas suas necessidades.
Entendo que devemos encarar a vida terrena, tendo como ponto de partida, a vida espiritual, que é infinita.
Se assim o fizer, daremos à vida material, aos seus acontecimentos e as suas necessidades o seu real valor, sem exageros e sem excessos.
O corpo físico que irá desfazer-se depois da morte será valorizado pela sua importância para a evolução do Espírito.
Não será menosprezado, depreciado, nem colocado acima do ser espiritual, que é o que realmente importa, pois é ele que estará eternamente no exercício da vida!
Se possuirmos essa consciência da nossa imortalidade, também saberemos conscientemente usar com discernimento as benesses que darão satisfação às necessidades do corpo e aí não importa se feio/bonito, doente/sadio, inteiro/deficiente, burguês/trabalhador, pobre/rico, importa sim a sua valorização como um bem valiosíssimo para o Espírito imortal.
Cuidar de nosso corpo com carinho, com dedicação, com discernimento e gratidão pela oportunidade que ele nos dá de manifestarmo-nos, de expressar nossas emoções, nossos sentimentos, nossos propósitos e ideais, de mostrar nosso progresso material, compreendendo-o como um instrumento de evolução do nosso Espírito imortal.
Assim, depois dessa reflexão sobre a importância de se valorizar os bens que dão satisfação ao nosso corpo físico e conseqüentemente de nosso Espírito, desejo deixar expresso, ao meu querido amigo, que aquela peça de roupa que eu disse que ficaria bem nele, realmente o deixaria com uma bunda de burguês, mas que isso em nada anula o seu progresso, não desmerece as suas conquistas e principalmente não fere a sua individualidade Espiritual.
Comentei com ele que olhei para determinada peça de roupa e me lembrei dele, desse meu amigo, pois achei que a roupa ficaria bem nele. Ao que ele me respondeu, com o título desta crônica.
A resposta me desconcertou um pouco, pois me pareceu que tinha um “que” de sarcasmo como se o uso de uma roupa bonita tornasse a pessoa um burguês no sentido pejorativo do termo.
E é por isso que resolvi escrever sobre nossas necessidades materiais e espirituais e a relação entre elas.
Claro que o farei dentro dos meus poucos conhecimentos da Doutrina Espírita, pois são nos princípios dela que tenho pautado esta minha vivência.
A ciência nos ensina que o nosso corpo físico é formado a partir do encontro do espermatozóide com o óvulo e a Doutrina Espírita acrescenta que ele é formado deste encontro e mais o Espírito, ser pré-existente, que se liga ao corpo através do perispírito (corpo que envolve o Espírito), constituindo assim o homem.
Sendo o corpo e alma de naturezas diferentes e necessitando um do outro para desenvolver-se, o perispírito é o elemento indispensável para que ambos se relacionem e se influenciem.
Nosso corpo, sendo material orgânico que nasce, cresce, reproduz-se e morre, para o exercício de suas funções, dentre as quais manter seu funcionamento e sua sobrevivência tem atributos, aptidões e necessidades próprias, que ele busca satisfazer, automaticamente, de forma instintiva.
Já a nossa alma, ser espiritual, que sente, pensa, decide, age e se expressa no mundo material através do corpo, tem também atributos, aptidões e necessidades que lhe são próprias, que a impulsionam a uma evolução contínua, de forma consciente e inteligente.
Enquanto o nosso corpo tende a satisfazer-se, a alma, como ser moral tem de desenvolver-se, educando-se usando os recursos compatíveis à finalidade desse desenvolvimento, que é alcançar a perfeição possível e a felicidade.
E o nosso corpo é o instrumento que a alma tem para esse trabalho.
Enquanto a existência durar, ambos devem trabalhar juntos, procurando harmoniosamente viver em equilíbrio.
Na Introdução, em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec escreve: "O Espírito encarnado está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e purificação de sua alma aproxima-se dos Bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, aproxima-se dos Espíritos impuros, dando predominância à natureza animal".
Percebe-se nestas palavras do Codificador, que o homem sofre a influência de duas naturezas: a do corpo e a do Espírito e que este pode sobrepor-se à influência daquele, apesar de ambos estarem interligados, sendo afetados, reciprocamente, pelo que acontece com um ou com outro.
Mesmo vivendo sob a influência de naturezas diferentes o homem consciente de que é Espírito imortal, mas não sendo ainda obra acabada, tendo, então, de chegar à completude através do desenvolvimento dos seus atributos, tem de assumir sua evolução, com discernimento, no uso dos recursos que o viver na Terra lhe propicia, dentre os quais, o corpo se destaca como imprescindível, necessário.
A vida corporal, sendo apenas um instrumento para o Espírito imortal, deve ser vivida em função desse Espírito e não em função do corpo, que deve, no entanto, ser amado, cuidado, satisfeito nas suas necessidades.
Entendo que devemos encarar a vida terrena, tendo como ponto de partida, a vida espiritual, que é infinita.
Se assim o fizer, daremos à vida material, aos seus acontecimentos e as suas necessidades o seu real valor, sem exageros e sem excessos.
O corpo físico que irá desfazer-se depois da morte será valorizado pela sua importância para a evolução do Espírito.
Não será menosprezado, depreciado, nem colocado acima do ser espiritual, que é o que realmente importa, pois é ele que estará eternamente no exercício da vida!
Se possuirmos essa consciência da nossa imortalidade, também saberemos conscientemente usar com discernimento as benesses que darão satisfação às necessidades do corpo e aí não importa se feio/bonito, doente/sadio, inteiro/deficiente, burguês/trabalhador, pobre/rico, importa sim a sua valorização como um bem valiosíssimo para o Espírito imortal.
Cuidar de nosso corpo com carinho, com dedicação, com discernimento e gratidão pela oportunidade que ele nos dá de manifestarmo-nos, de expressar nossas emoções, nossos sentimentos, nossos propósitos e ideais, de mostrar nosso progresso material, compreendendo-o como um instrumento de evolução do nosso Espírito imortal.
Assim, depois dessa reflexão sobre a importância de se valorizar os bens que dão satisfação ao nosso corpo físico e conseqüentemente de nosso Espírito, desejo deixar expresso, ao meu querido amigo, que aquela peça de roupa que eu disse que ficaria bem nele, realmente o deixaria com uma bunda de burguês, mas que isso em nada anula o seu progresso, não desmerece as suas conquistas e principalmente não fere a sua individualidade Espiritual.
Amor, simplesmente amor!
Conseguiremos, nós humanos tão orgulhosos, pretensos auto-suficientes olhar à nossa volta e perceber que as pessoas que estão perto, as que estão longe, as jovens, as velhas, as que gostamos, as que evitamos, todas enfim, são uma preciosa e única manifestação Daquele que tudo criou, do Princípio Gerador da Vida?
Quando será que finalmente expandiremos nossa mente para muito além daquilo que limitadamente herdamos ou estalebecemos como crenças?
Quando será que conseguiremos enxergar muito além, unicamente, de nossos desejos, de nossa família, de nossos amores, de nossa comunidade?
Quando será que conseguiremos abraçar virtual e/ou amorosamente todos os seres que conosco partilham a terra, acolhendo-os sem teorias, pré-conceitos ou julgamentos, simplesmente com alegria?
Quando focaremos nosso viver na essência, na felicidade verdadeira?
Reconheceremos nossa Divindade, expandiremos nossa centelha interior?
Seremos capazes de ir além da ilusão do material?
Seremos capazes de perceber que somos protagoniostas deste permanente movimento de evolução, de nossa imortalidade?
Está na hora de pararmos de buscar fora de nós aquilo que sempre esteve em nosso interior, escondido!
É necessário abrir nossos olhos, permitir que eles vejam a perfeição, o infinito que nos é dado a cada manhã, a cada noite, a cada sorriso, cada abraço, na infinidade e multiplicidade de amigos, a cada beijo dado ou sonhado, a cada tempestade vivida.
É necessário que abramos a porta de nosso coração e percebamos que o infinito também manifesta-se na força real de nossa sintonia com o outros, mesmo que seja através do tc virtual.
A plenitude absoluta, o Todo, está na vida que nasce e se renova diariamente, mas também está no sentimento puro de amizade e afeto, no beijo e no afago espontâneos, na atitude desinteressada de apoio, solidariedade, de companheirismo.
Tudo isso não tem valor de compra ou de negociação. O valor está na troca entre aqueles que fazem da busca sua fonte de nutrição para a felicidade plena.
A maioria de nós corre, dia a dia, perdida ou cheia de indecisões, seguindo muitas vezes sinais traiçoeiros, mesmo sabendo qual o caminho a seguir, iludindo-se com mensagens de sucessos de determinados comportamentos ou atitudes, não querendo tomar posicionamento perante as encruzilhadas ou mesmo livrar-se de concepções que nos foram legadas e ainda externar sentimentos que nos parecem fora dos padrões estabelecidos.
E como conseqüência nos sentimos frustados ou com sentimento profundo de alienação que nos afastam do que é real e que sem percebermos nos retira o controle da existência, do nosso centro, da nossa missão, do que escolhemos antes de encarnar.
Mas….eu Nil,
como tantos outros seres a minha volta, percebo que alguma coisa de positivo está acontecendo, mesmo com o aparente caos que parece viver o planeta terra.
Penso que:
. por termos atendido aquele chamado que vem de dentro, que é forte, límpido, quente;
. por já termos alterado o ritmo e o rumo da maneira como viviamos;
. por termos tomado a decisão de aceitar que é possível realizar transformações do todo, a partir de transformação pessoal, é que talvez percebamos esta mudança positiva que está ocorrendo.
E isso nos faz andar por espaços desconhecidos com a tranquilidade de quem caminha seguro, de quem sabe que esteve preso por muito tempo e hoje não consegue se ater aos grilhões dos dogmas, do preconceito, das mentes pequenas, da incompreensão.
Caminhamos em busca de nossa essência, de forma suave, mas com a consciência de que, com persistência, seremos muitos semeando idéias e conceitos em nome de um Deus Pai/Mãe, sem separações ou dualidades, mas sim através do Todo que está em Tudo: o Amor Incondicional que um dia será compreendido como nossa força motriz.
Sejamos Amor! Incondicionalmente!
Quando será que finalmente expandiremos nossa mente para muito além daquilo que limitadamente herdamos ou estalebecemos como crenças?
Quando será que conseguiremos enxergar muito além, unicamente, de nossos desejos, de nossa família, de nossos amores, de nossa comunidade?
Quando será que conseguiremos abraçar virtual e/ou amorosamente todos os seres que conosco partilham a terra, acolhendo-os sem teorias, pré-conceitos ou julgamentos, simplesmente com alegria?
Quando focaremos nosso viver na essência, na felicidade verdadeira?
Reconheceremos nossa Divindade, expandiremos nossa centelha interior?
Seremos capazes de ir além da ilusão do material?
Seremos capazes de perceber que somos protagoniostas deste permanente movimento de evolução, de nossa imortalidade?
Está na hora de pararmos de buscar fora de nós aquilo que sempre esteve em nosso interior, escondido!
É necessário abrir nossos olhos, permitir que eles vejam a perfeição, o infinito que nos é dado a cada manhã, a cada noite, a cada sorriso, cada abraço, na infinidade e multiplicidade de amigos, a cada beijo dado ou sonhado, a cada tempestade vivida.
É necessário que abramos a porta de nosso coração e percebamos que o infinito também manifesta-se na força real de nossa sintonia com o outros, mesmo que seja através do tc virtual.
A plenitude absoluta, o Todo, está na vida que nasce e se renova diariamente, mas também está no sentimento puro de amizade e afeto, no beijo e no afago espontâneos, na atitude desinteressada de apoio, solidariedade, de companheirismo.
Tudo isso não tem valor de compra ou de negociação. O valor está na troca entre aqueles que fazem da busca sua fonte de nutrição para a felicidade plena.
A maioria de nós corre, dia a dia, perdida ou cheia de indecisões, seguindo muitas vezes sinais traiçoeiros, mesmo sabendo qual o caminho a seguir, iludindo-se com mensagens de sucessos de determinados comportamentos ou atitudes, não querendo tomar posicionamento perante as encruzilhadas ou mesmo livrar-se de concepções que nos foram legadas e ainda externar sentimentos que nos parecem fora dos padrões estabelecidos.
E como conseqüência nos sentimos frustados ou com sentimento profundo de alienação que nos afastam do que é real e que sem percebermos nos retira o controle da existência, do nosso centro, da nossa missão, do que escolhemos antes de encarnar.
Mas….eu Nil,
como tantos outros seres a minha volta, percebo que alguma coisa de positivo está acontecendo, mesmo com o aparente caos que parece viver o planeta terra.
Penso que:
. por termos atendido aquele chamado que vem de dentro, que é forte, límpido, quente;
. por já termos alterado o ritmo e o rumo da maneira como viviamos;
. por termos tomado a decisão de aceitar que é possível realizar transformações do todo, a partir de transformação pessoal, é que talvez percebamos esta mudança positiva que está ocorrendo.
E isso nos faz andar por espaços desconhecidos com a tranquilidade de quem caminha seguro, de quem sabe que esteve preso por muito tempo e hoje não consegue se ater aos grilhões dos dogmas, do preconceito, das mentes pequenas, da incompreensão.
Caminhamos em busca de nossa essência, de forma suave, mas com a consciência de que, com persistência, seremos muitos semeando idéias e conceitos em nome de um Deus Pai/Mãe, sem separações ou dualidades, mas sim através do Todo que está em Tudo: o Amor Incondicional que um dia será compreendido como nossa força motriz.
Sejamos Amor! Incondicionalmente!
Tolerância
A cada dia vemos que a intolerância está mais e mais presente em nossas ações.
Não toleramos os que pensam diferente de nós , não toleramos o trânsito caótico (mesmo que seja na pequena cidade) não toleramos as religiões que não professamos, não toleramos o amor diferente, não toleramos os que estão em ritmo diferente do nosso......
São tantos os conflitos, os impasses, as discussões, os conflitos de interesses.
Mas também temos tantos exemplos de como enfrentar os conflitos, sem usar violência, a sermos tolerantes, a amarmos a verdade acima de tudo.
Da vivencia do Mestre dos mestre entre nós, da vida de não violência de Gandhi, do amor de Madre Tereza ao próximo, e de tantos outros, podemos tirar lições para nossos cotidianos problemas.
. Podemos separar o problema da pessoa que o está causando. Centralizemos nossa atenção no obstáculo e não na rivalidade com o outro. É importante lembrar que podemos realizar uma ação injusta ou equivocada, mas não é por isso que nos tornamos pessoas injustas ou equivocadas em todas as nossas ações.
. Podemos evitar o sentimento de rejeição. Muitas de nossas atitudes agressivas surgem de atos não conscientes das pessoas que estão a nossa volta. Procuremos enfrentar a situação com neutralidade, sem tanto envolvimento pessoal.
. Saibamos ouvir. É importante entender completamente o ponto de vista do outro.
É muito útil nos colocarmos no lugar dele, imaginarmo-nos na mesma situação. Nos colocarmos no seu lugar.
. Evitemos sempre o desejo de humilhar o adversário e mesmo de quem pensa diferente de nós. É comum usarmos o impasse ou o conflito para ofender ou desmascarar alguém. Reflitamos: isso não leva a nada e afasta toda possibilidade de um entendimento.
. Humildade ajuda sempre. O ego quer estar sempre provando que está com a razão. Se pudermos, deixemos ele um pouco de lado. Vamos lembrar que não queremos apenas ter razão, mas sim chegar a uma solução que beneficie as partes. Para isso é necessário dissolver a rigidez interna e abrir-se para o dialogo, estimular a cooperação.
. Se, mesmo olvidando todos os esforços, não conseguimos nenhuma possibilidade de entendimento, não desistamos. Aceitemos a derrota como sendo algo temporário. Podemos considerar que o outro (ou nós mesmos) ainda não estamos maduros para uma decisão de comum acordo.
Este momento chegará.
Não toleramos os que pensam diferente de nós , não toleramos o trânsito caótico (mesmo que seja na pequena cidade) não toleramos as religiões que não professamos, não toleramos o amor diferente, não toleramos os que estão em ritmo diferente do nosso......
São tantos os conflitos, os impasses, as discussões, os conflitos de interesses.
Mas também temos tantos exemplos de como enfrentar os conflitos, sem usar violência, a sermos tolerantes, a amarmos a verdade acima de tudo.
Da vivencia do Mestre dos mestre entre nós, da vida de não violência de Gandhi, do amor de Madre Tereza ao próximo, e de tantos outros, podemos tirar lições para nossos cotidianos problemas.
. Podemos separar o problema da pessoa que o está causando. Centralizemos nossa atenção no obstáculo e não na rivalidade com o outro. É importante lembrar que podemos realizar uma ação injusta ou equivocada, mas não é por isso que nos tornamos pessoas injustas ou equivocadas em todas as nossas ações.
. Podemos evitar o sentimento de rejeição. Muitas de nossas atitudes agressivas surgem de atos não conscientes das pessoas que estão a nossa volta. Procuremos enfrentar a situação com neutralidade, sem tanto envolvimento pessoal.
. Saibamos ouvir. É importante entender completamente o ponto de vista do outro.
É muito útil nos colocarmos no lugar dele, imaginarmo-nos na mesma situação. Nos colocarmos no seu lugar.
. Evitemos sempre o desejo de humilhar o adversário e mesmo de quem pensa diferente de nós. É comum usarmos o impasse ou o conflito para ofender ou desmascarar alguém. Reflitamos: isso não leva a nada e afasta toda possibilidade de um entendimento.
. Humildade ajuda sempre. O ego quer estar sempre provando que está com a razão. Se pudermos, deixemos ele um pouco de lado. Vamos lembrar que não queremos apenas ter razão, mas sim chegar a uma solução que beneficie as partes. Para isso é necessário dissolver a rigidez interna e abrir-se para o dialogo, estimular a cooperação.
. Se, mesmo olvidando todos os esforços, não conseguimos nenhuma possibilidade de entendimento, não desistamos. Aceitemos a derrota como sendo algo temporário. Podemos considerar que o outro (ou nós mesmos) ainda não estamos maduros para uma decisão de comum acordo.
Este momento chegará.
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