É quase dezembro. Celebraremos “novamente” o nascimento de Jesus.
Isto é motivo para que fatos e acontecimentos envolvam toda a sociedade nos preparativos das comemorações do dia 24/25 de dezembro.
Alguns destes fatos, destes acontecimentos podem nos afetar pois os percebemos como tentativas de substituir ou desmerecer os valores do Bem por valores comerciais com os quais a mídia nos sobrecarrega diariamente.
Facilmente isso nos faz esquecer de lembrar do verdadeiro Natal, o verdadeiro nascimento de Jesus e suas conseqüência em nós e nos atermos somente nas festividades que a data sugere.
É isso que desejamos refletir um pouquinho hoje.
Humildemente, seguindo a proposta de caminhos que possam oferecer paz aos corações, ousamos usar o método de Jesus: refletir sobre um fato do dia a dia e daí tirar lições.
Não entendemos o Mestre com a significação simplista de alguém que só ensina, que é perito, versado, conhecedor de alguma ciência ou arte, mas de alguém que é Mestre, ou seja, daquele que torna-se superior pela forma como vivencia esse saber, usando-o na construção do bem de todos.
Nos ensina a Gênese que Jesus ensinou o que os povos não sabiam ou não teriam condição de por si mesmos descobrirem.
Jesus, no tempo de encarnado na Terra, é o agente eficiente e principal da educação, apresentando idéias, propondo caminhos desconhecidos ao Espírito ainda imaturo.
No tempo seguinte e que se estende até os dias de hoje, surgem os educandos que percebendo a grandeza do convite, dispõe-se a aplicá-lo em si, renovando-se frente a valores reais, no contínuo processo da auto-educação.
Como Mestre, Jesus propunha conteúdo imortal, nos acenando com a visão do homem ideal.
Faz com que compreendamos que este homem ideal surgirá somente através do trabalho pessoal.
É esse trabalho pessoal que fará eclodir, desabrochar a potencialidade divina, plantada como semente dentro de cada espírito desde o instante da criação.
O Mestre crê no homem, tem fé, confia, nele reconhece a riqueza do Espírito; tudo quanto semeia tem em vista esse fim maior a alcançar.
Como Mestre completo, não perdia oportunidade de lançar questionamentos, pois sabia que só pelo trabalho da mente ativada pelo conhecimento poderia o homem escolher entre o bem e o mal, e aí livremente decidir com responsabilidade, sem aparências, sem exterioridades frágeis.
É através deste agir livre e consciente ou seja do livre arbítrio gerado pelo conhecimento que a renovação acontece, surgindo o Amor, na vivencia iluminada pela fé.
Como Mestre, Jesus ensina a respeitar o momento mental em que cada qual se detém - não impõe, não julga, não afasta, não aliena: ensina, mostra, deixa que livremente tiremos conclusões, comparemos propostas, escolhamos o ideal com a nossa própria realidade.
Promove o conhecimento íntimo, onde o homem se vê frente a ele próprio na vida imperecível que, se teve começo projeta-se no imortal.
Propõe a educação integral, enfatizando a necessidade das posições morais isto é, viver, ser, agir, falar, pensar, sentir de acordo, coerente, idêntica ao que se aprendeu, estudou, comparou, aceitou e incorporou de verdade em si e que nos possibilitará a que mais facilmente percebamos as leis divinas inscritas na própria consciência, geradoras agora das posições livremente centradas no Bem.
Poucos compreenderam que a proposta cristã, ao invés de elaborar ou propor novo modelo de religião, visa despertar a que elaboremos, desenvolvamos, e permitamos a eclosão do homem criado à imagem e semelhança de Deus.
Nesse sentido não mais cabe a confiança preguiçosa nos poderes de Jesus, as afirmações labiais de fé no Senhor.
O Homem Novo, aquele que é a imagem e semelhança de Deus, surgirá sim, pela adesão consciente, pelo contínuo esforço no trabalho edificante pessoal, e íntimo, tarefa reservada a cada um de nós.
Sentindo, pensando, falando e agindo, nessa ou naquela ocorrência, agiremos nós, no sentir, pensar, falar e agir como se o Mestre estivesse sentindo, pensando, falando e agindo em nós e por nós.
Assim, o dezembro que chega, trazendo todo um aparato que o diferencia de todos os outros meses do ano, tem sobretudo essa função - de lembrar o Mestre Jesus que descendo da Glória à Manjedoura, convida a que se reparta com todos nossa “alegria, esperanças, pão e vestes”.
“Não importa sejas, por enquanto, terno e generoso para com o próximo, somente um dia.
Pouco a pouco aprenderás que o Espírito do Natal deve reinar conosco em todas as horas da nossa vida.
Então, serás o irmão abnegado e fiel de todos, porque em cada manhã ouvirás uma voz a sussurrar-te sutil: Jesus nasceu! Jesus nasceu!” (Irmão X - Crônica de Natal).
Façamos, nesse tempo de Natal que chega, também um tempo de reflexões que nos permita perceber em que ponto nos situamos na vivência das propostas do Amor.
Que a exemplo de Paulo (Gl. 2:20) possamos sentir - “Já não sou eu quem vive - é o Cristo que vive em mim”.
Nesse momento, realmente terá nascido em nossos corações, o Mestre Jesus integrando-nos no mundo de plenitude, justiça e paz que todos almejamos e será eternamente Natal!!
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